Era uma vez uma mulher egoísta…

Há mais ou menos 4 anos atrás, no auge da sabedoria dos meus quase 21 anos disse uma pessoa à seguinte frase: – Às vezes, para ser feliz é preciso ser egoísta! Naquele momento essa frase fazia todo sentido. Essa pessoa passava por muitos problemas e eu sem ao menos saber quais eram me propus a ser sua ouvinte e conselheira; e o que eu queria lhe dizer é que, se algo fazia tanto mal deveria ser deixado para trás e que fosse buscar o que lhe fizesse feliz.

Essa frase nunca saiu da minha cabeça. Foi espontânea e muito verdadeira. Porém, em diversos momentos ela ficou esquecida em algum canto da minha memória, que se tornou cada vez mais falha. Depois disso, e passado algum tempo, era eu quem estava passando por problemas e por mais que eu ouvisse palavras e mais palavras, discursos e mais discursos de amigos e parentes nada me fazia reagir. Então, eu voltei no tempo e comecei a lembrar como tudo começou e recordei essa frase. Era o que eu precisava! Simples palavras e que faziam todo sentido. E foi o que me impulsionou a mudar tudo o que estava errado.

Hoje, no auge da sabedoria dos meus quase 25 anos, mais uma vez essa frase veio a minha mente e me impulsionou a mais uma transformação. Mas, nesse momento, ela ganhou um sentido um pouco diferente: seja egoísta e cuide de si! Cuide da pessoa que mais vai te fazer feliz – você mesma.

Desde então tem sido assim, tenho conjugado todos os verbos na 1ª pessoa do singular. Eu quero, eu vou fazer, eu assisto, eu viajo, eu vou, eu, eu, eu, eu….  Não significa que eu me tornei egoísta e insensível (no sentido pejorativo), mas que eu aprendi que a minha felicidade depende de mim e do que e quem eu permito que esteja na minha vida. Eu sou dona dessa ação e somente eu posso mudar o resultado.

Aos poucos fui me acostumando aos pequenos prazeres da vida e que me tornam tão feliz. Almoçar em um bom restaurante, decidir aonde vou e quando vou e se vou, passar um dia maravilhoso em um spa, ter um dia de beleza, ouvir aquela música que eu amo mas que tantos acham brega no último volume, cantá-la (gritá-la) a toda altura dentro do carro. Bater papo com aqueles amigos que não falava há um tempão e que eu morria de saudade, ter um dia de Luluzinha com as meninas. Sair e conhecer gente nova, falar besteira, fazer besteira. Escrever um texto e voltar a me sentir jornalista. Planejar meu futuro, fazer minhas viagens, ganhar o mundo.  E, depois de tudo isso, me sentir renovada e com muita, mas muita gana de fazer tudo acontecer. Exausta, mas feliz! Feliz porque eu fui egoísta o suficiente para dizer não ao que não estava legal e generosa o suficiente para dizer sim pra mim e ser, então, verdadeiramente livre!

E no momento é assim que eu me sinto. Percebi que meu estado de espírito atrai coisas boas, que a sorte está ao meu lado e, como muitos disseram, que eu estou diferente. Aliás, é o que eu mais escuto:

– Nossa, como você está diferente! Como você está linda! O que aconteceu? Está com uma luz, uma energia… sei lá…

Se eu pudesse resumir eu diria: tornei-me egoísta! Mas não dá pra resumir o que sinto agora, só dá pra viver e só quem colocar essa teoria em prática vai entender. Eu espero que no auge da sabedoria dos meus 25, 30, 50, sei lá quantos anos eu continue sempre a me lembrar dessa frase: – As vezes, para ser feliz é preciso ser egoísta.

Texto de Paola Bracho, pseudônimo de uma Amarga Anônima

 

 

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